Cactos poderosos

Características: Da família das cactáceas, podem ter a forma globosa (redonda), colunar ou achatada. Alguns dão flores vistosas quando adultos, geralmente uma vez por ano, na mesma época. A grande maioria tem espinhos e não folhas, uma mudança evolutiva para evitar a perda de água na transpiração das folhas. A planta tem estômatos, estruturas semelhantes aos poros humanos, que permanecem fechados sob sol forte. Além disso, sua pele – ou cutícula – é bem espessa e revestida com uma espécie de cera, tudo para perder o mínimo de líquido possível.
Habitat: Há mais de 2 mil espécies catalogadas, sendo 300 no Brasil. São plantas do “Novo Mundo”, aparecendo em todo o continente americano, do Canadá à patagônia, sob qualquer clima. As espécies que vivem nas florestas são as únicas que não resistem a muita seca.
Cultivo: É adaptável e de fácil cultivo, mas regrinhas básicas, bem-vindas para a maioria das plantas, não servem para o cacto, que gosta de sol direto e em excesso, muita ventilação, terra drenada (quase areia) e pouca água (nada de umidade). Como o seu desenvolvimento é muito lento, os sinais de degradação demoram a ser percebidos. Evite colocá-los em ambientes internos, fechados e sem luminosidade.
No vaso: A medida ideal de mistura para plantio é de três partes de areia para uma de terra, além de argila para a drenagem. Conforme a temperatura e a insolação, pode-se dosar uma parte de areia grossa lavada, outra de terra e outra de húmus ou xaxim.
No jardim: Os cactos são mais adaptados a ambientes muito secos, em geral, solos formados por cascalho e areia, em que a água escoa rapidamente. O ideal é um lugar que não seja baixo ou em desnível, para evitar que a chuva forme poças e acumule umidade. Prefira plantá-lo no alto ou improvise um morrinho.
Luz: Depende do habitat original. Espécies de deserto exigem locais mais claros e ensolarados, enquanto cactos das selvas ou florestas tropicais não precisam de sol direto, apenas o suficiente para a fotossíntese.
Regas: Ponto primordial do cultivo, a quantidade de água necessária vai depender de fatores como terra, drenagem e temperatura. Mas, de um modo geral, plantas que recebem muita insolação devem ser regadas uma vez por semana, enquanto as que recebem pouca, a cada duas semanas. Na natureza, os cactos estão sujeitos a tempestades sazonais seguidas de períodos de seca. Um bom padrão de rega é encharcar o solo e deixá-lo secar antes de regar novamente. Lembre-se: água demais apodrece a planta.
Adubação: Deve ser combinada com a rega, aplicando fertilizante diluído a cada três ou cinco semanas, durante a fase de crescimento – caso dos mini-cactos, que têm menos de três anos. Escolha um adubo completo, sob orientação de um agrônomo. Os elementos essenciais são ferro, magnésio, cobre, cobalto, manganês e molibdênio, associados a nitrogênio, fósforo e potássio.
Curiosidades:
– O mandacaru, símbolo do Nordeste, pode ser encontrado na faixa do litoral e nas restingas, resistindo bravamente ao sol e ao calor.
– Outra espécie típica do sertão dessa região são as palmas (Opuntia), que servem de alimento para o gado.
– Blosfeldia liliputana é a menor espécie conhecida. Cresce nos Andes bolivianos e tem apenas 0,5 cm de diâmetro.
– O saguaro, da espécie Carnegiea Gigantea, comum nos desertos do México e dos EUA, é o maior da família – pode pesar 10 toneladas e atingir 20 metros. Vive até 200 anos mas cresce devagar: com nove anos, não mede mais que 15 cm e só aos 75 desenvolve seus primeiros ramos, mais tarde seguidos de uma exuberante floração branca

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Olha, os cactos estão do menor para o maior.

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Cactos e

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